Número de casos de câncer de fígado deve quase dobrar até 2050, alertam pesquisadores
Também chamado de carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma, o câncer de fígado é um tumor que se origina nas células e tecidos do órgão responsável por funções vitais como a digestão e a filtragem do sangue.

Também chamado de carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma, o câncer de fígado é um tumor que se origina nas células e tecidos do órgão responsável por funções vitais como a digestão e a filtragem do sangue.
A doença caracteriza-se pelo crescimento descontrolado e anormal das células hepáticas, o que compromete de forma significativa o funcionamento do fígado. Por ser um tipo de câncer considerado agressivo e de rápida progressão, seus sinais e sintomas devem ser observados com atenção e investigados o quanto antes.
A maior parte dos casos de câncer de fígado poderia ser prevenida com medidas simples, como vacinação contra hepatites virais, controle do consumo de álcool e tratamento adequado de doenças hepáticas. Mesmo assim, projeções indicam que os diagnósticos da doença devem quase dobrar nas próximas décadas, passando de 870 mil, em 2022, para 1,52 milhão em 2050. O número de mortes também deve acompanhar essa tendência, subindo de 760 mil para 1,37 milhão no mesmo período.
Considerado um dos tipos de câncer mais difíceis de tratar, o câncer de fígado apresenta taxas de sobrevida em cinco anos que variam entre 5% e 30%. Especialistas alertam que, sem ações efetivas de prevenção, o mundo poderá enfrentar quase o dobro de casos e óbitos até o meio do século.
Segundo uma nova análise, cerca de 60% dos diagnósticos poderiam ser evitados por meio do controle de fatores de risco. Entre eles estão a vacinação contra hepatite B, a prevenção da hepatite C, a redução no consumo de álcool e o manejo da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), uma condição de longo prazo provocada pelo acúmulo de gordura no fígado.


